segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo!!!



Final de Ano tempo de parar, analisar e fazer uma completa reflexão sobre a vida, pensar em cada momento vivido para descobrir qual foi o saldo positivo de metas planejadas.

Nesse ano que está surgindo, tão cheio de promessas e esperanças, que venha repleto de alegria, bem aventurança e realizações.

Que o futuro abra as portas de todos os corações prontos para ele e que ajude aos que não estão prontos a se aperfeiçoar.

Que se tornem corações fortes grandes e completos de otimismo, compreensão e força.

Para você, essa pessoa tão especial, nosso blog deseja toda a felicidade desse novo tempo que se aproxima. Que toda a esperança, as emoções, as vitórias e alegrias caiam como uma enorme chuva em sua casa, sobre você e seus familiares.

Na passagem do ano que a luz divina se acenda dentro de seu coração. Desejamos do fundo do coração que a promessa do ano novo seja cheia de esplendor. 


Feliz Ano Novo!

Obs: Obrigado a todos colaboradores! 
Sem vocês não teríamos alcançado a marca de 4.200 visualizações em apenas 8 meses.

                                           Lucia Marina

"DO LIMÃO UMA LIMONADA": 3 LIÇÕES DE VIDA.


Às vezes perdemos tanto tempo na  vida com brigas...
com intrigas bobas...com falta de diálogo.
...que chegamos até mesmo a esquecer aquilo que realmente importa!
Deixamos de abraçar...de beijar......de dar um alô...
...de dizer algo para quem amamos..
...que nem nos damos conta de que outras oportunidades podem não vir.
Não devemos deixar isto para amanhã,
pois, talvez, o amanhã não chegue!

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HISTÓRIA DA MÚSICA

GOSTAVA TANTO DE VOCÊ

O autor de 'Gostava tanto de você', Édson Trindade, não escreveu esta música por causa de uma namorada que o tinha abandonado, mas sim, para a filha dele que havia falecido em um acidente.
Talvez esta canção seja um bom motivo para você começar caçar libélulas, dançar, brincar, namorar, beijar, nadar, andar de bicicleta, soltar pipa ou fazer qualquer outra coisa que queira de verdade.
Leia a letra da música pensando no seu verdadeiro significado.
Ao mudar o slide, muda a música.
Não sei por que você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar
Você marcou na minha vida
Viveu morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão que em minha porta bate
E eu gostava tanto de você...
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver para não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você
E eu gostava tanto de você...
Gostava tanto de você...
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Cartola fez esta música quando soube que sua filha era prostituta.

A vida é um moínho.
Ainda é cedo, amor
mal começaste a conhecer a vida
já anuncias a hora da partida
sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Presta atenção, querida,
embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco a tua vida
em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor,
presta atenção, o mundo é um moinho
vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
vai reduzir as ilusões a pó

Presta atenção, querida,
de cada amor tu herdarás só o cinismo
quando notares estás à beira do abismo
abismo que cavaste com os teus pés.
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HISTÓRIA DA MÚSICA FLOR DE LIZ

Djavan teve uma mulher chamada Maria, os dois teriam uma filha que se chamaria Margarida, mas sua mulher teve um problema na hora do parto e ele teria que optar por sua mulher ou por sua filha...
Ele pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para salvar as duas, mas o destino foi duro e a mulher e a filha faleceram no parto.
Agora é possível 'sentir' a letra da música. Conhecendo esta breve história passamos a ouvir a música sob novo contexto, entendendo como a dor pode ser transformada em poema e arte.
Valei-me, Deus! É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu.
Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei.

Será talvez que a minha ilusão, foi dar meu coração,
com toda força, pra essa moça me fazer feliz,
e o destino não quis, me ver como raiz de uma flor de Liz.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira.
Morto na beleza fria de Maria.

E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu...
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Aproveite cada momento da sua vida ao máximo...
...passe o maior tempo possível com as pessoas que você ama...
...torne estes momentos inesquecíveis.
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou,
mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego ...
...de tanto rir ......de surpresa .....de êxtase ......de felicidade!

domingo, 9 de dezembro de 2012

O Ensino Incidental



Texto escrito por Daniel Sampaio. Colaboração para o blog de Eusébio Galvão.

Muitas crianças e jovens de hoje vivem em ambiente de liberdade virtual. Os seus pais, que tanto receiam o seu contacto com estranhos na rua, permitem-lhes várias horas por dia de televisão ou computador, aparelhos muitas vezes colocados no próprio quarto. Quando pergunto a adolescentes o que fazem os pais enquanto eles deambulam pela Internet, respondem que os progenitores vêem televisão, circulam pelas redes sociais, acertam emails ou conversam ao telemóvel com amigos. Os membros das famílias de hoje interagem pouco e mergulham cada vez mais nos seus interesses virtuais, quer sejam de lazer ou de trabalho. Por isso, muitas solidões fazem o seu caminho, sem que o elemento da família, ali ao lado, pareça ter reparado. A "comunicação" publicitada em todo o lado converte-se, em muitas casas, em isolamento real.
É evidente que uma criança (ou um adolescente) dos nossos dias precisa ganhar competências face às novas tecnologias. O mundo atual exige tal rapidez de informação e de conhecimento só acessível a quem as dominar com destreza. E é hoje sabido como os mais novos vivem as etapas de desenvolvimento de uma forma muito diferente da dos seus pais e possuem conhecimentos, em áreas específicas, que são de louvar.

A questão é que criam dependências e vivem experiências de passividade que causam novos problemas. Muitos dos jovens de hoje, embora conectados, não vivenciam as experiências únicas da interação com os seus pares, quer na escola, quer na rua. Na família, o problema é semelhante: os valores, atitudes e comportamentos que outrora se aprendiam no contacto com os mais velhos são, em muitos lares, relegados para um segundo plano. E os pais têm cada vez menos oportunidade para ganhar experiência no exercício da parentalidade, porque lá em casa todos estão frente a um ecrã. Os pais só serão capazes de exercer autoridade sem autoritarismo - essa mistura de firmeza com calor afetivo - se tiverem oportunidade de se aproximar dos interesses e necessidades dos filhos, se conseguirem disponibilidade para ouvir as suas vivências e anseios. Se pais e filhos estiverem fechados em dois mundos virtuais, não haverá oportunidade para o exercício de um amor firme e de uma compreensão intergeracional.

Uma criança pequena pode ser incluída numa rotina de trabalhos domésticos, ou atravessar a rua para ir ao banco ou ao supermercado. Quando os pais preparam o jantar, pode colaborar em pequenas tarefas, como arranjar a mesa ou arrumar o seu quarto. Os pais podem valorizar o seu contributo, o que reforça a sua autoconfiança. Um adolescente consegue ajudar o irmão mais novo, ou providenciar para que a sua roupa de desporto seja depressa colocada a lavar.

Estes momentos são essenciais na educação dos nossos dias. Chamo ensino incidental ao aproveitamento, por parte de pais e educadores, desses pequemos momentos do quotidiano, onde os mais velhos iniciam as crianças na visão do mundo, ou lhes proporcionam novas vivências dos problemas e das suas soluções. São ocasiões em que os seres em desenvolvimento crescem em competência e confiança, e aprendem a equilibrar as suas necessidades com as dos outros.

Quando os pais interagem mais com os filhos - longe dos computadores - são mais capazes de respeitá-los como seres em maturação, e estão a contribuir para a descoberta do caminho para a autonomia.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cartas de Londres: O Reino Unido não fica na Europa





Crônica escrita por Mauricio Savarese, colaboração para o blog, de Eusébio Galvão.



Nem adianta insistir. Mostrar o mapa, as bandeiras da União Européia nos prédios públicos ou gritar que a seleção inglesa joga a Euro copa (sempre uma experiência breve...). Para os britânicos, uma coisa é “o grande império onde o sol nunca se põe” e outra é aquela faixa de terra além do canal da Mancha. A Europa não é aqui.
Experimente dizer no centro de Londres que aquele é seu lugar preferido na Europa. Um morador das antigas, com toda a reserva britânica, pode dar uma resposta mais ou menos assim: “Os europeus têm muitas cidades incríveis, como Paris, Berlim e Roma. E aqui no Reino Unido nada é melhor que isto”. Marcam posição sem abrir mão da sutileza.
Meus amigos britânicos dizem que adoram “viajar para a Europa”. Eu sempre rio. Um deles cravou a seguinte: “Seremos Europa quando as tomadas forem todas iguais”.
Os fabricantes de adaptadores daqui nem têm dúvida: é United Kingdom na entrada e Europe na saída. Nas propagandas de celular, que beleza, o aparelho funciona na Europa.
No campo dos afetos essa noção também existe. Uma coisa é namorar uma mocinha local. Outra é namorar uma européia. Pode ser espanhola, italiana, dinamarquesa, polonesa, grega. Se não é britânica e nasceu em um país aonde se chega em menos de três horas de vôo, é tudo europeia. Distinção feita à França, adorada e detestada, que sempre merece distinções por aqui.
Shakira, minha amiga antropóloga (não, ela não é colombiana nem sabe requebrar), diz que a não-adesão ao euro é o principal símbolo dessa visão mais insular do que continental. Agora que a Europa está cheia de problemas e por aqui não está tão grave assim, diz ela, o Reino Unido se isola ainda mais acariciando sua auto-imagem.
Certamente existem muitas diferenças entre os países europeus, mas não sei de nenhum outro que se esforce tanto para se destacar dentro do próprio continente. Os estrangeiros que conheci parecem achar mais graça do que incômodo nessa noção. “Se o Reino Unido não é Europa, imagina só a Islândia”, me diz um italiano.
Seria um estranhamento novo se não fosse brasileiro. Nós também temos nosso pé na britânia quando nos falam sobre a América Latina. Não sou diferente da maioria. Quando me perguntam sobre a música da Colômbia ou o atual governo do Panamá, explico a posição do Brasil como único que fala português na região. Acesso limitado aos outros. A América Latina não é aí. Pelo menos nisso, os britânicos sabem o que eu quero dizer.

Maurício Savarese é mestrando em Jornalismo Interativo pela City University London. Foi repórter da agência Reuters e do site UOL. Freelancer da revista britânica FourFourTwo e autor do blog A Brazilian Operating in This Area  Twitter: msavarese.